23 de junho de 2016

Sem jazz

Escrito com gosto de lágrima e ao som de Radiohead.

Queria acreditar que não era você observando o sol desaparecer no mar, numa tarde silenciosa de setembro e depois me olhou como se fosse o fim. E era.

Na minha cabeça, eu revivi nossa história centenas de vezes. Até compreender que naquele tempo já não havia mais tempo, para amar e desamar na mesma intensidade com que despimos o corpo e a alma. O que tínhamos além de um punhado de memórias que já não nos pertenciam? Que foram esmagadas pelos anos de nossas vidas. 

A gente nunca pôde viver o que sentíamos. Despedimo-nos mais vezes do que posso me lembrar, magoamo-nos muito mais. Quando éramos inocentes querendo amar. Quando aprendemos a amar e fingíamos que não. 

Quando o frágil laço que nos unia partiu-se, eu quis arrancar você de mim a qualquer custo, apagar suas digitais da cena do crime. Eu nunca consegui, porque você é parte essencial no quem sou eu, você foi a melhor coisa que floresceu em mim. Dos meus desatinos, é o único com sobrenome: amor

Queria acreditar que era você que dançava entre as luzes neon, anos depois. Beijou-me sem fim e disse algo que até hoje tento decifrar. Estávamos tão felizes. Foi real e apenas um sonho.

Aquário e leão e infinitas possibilidades. Mas nenhuma era para ser. 

Erllen Nadine

"onze meses. 
agora ela se foi como todas se vão. 
desta vez o negócio acabou comigo. 
é um longo caminho de volta 
mas de volta para onde?" 
(O amor é um cão dos diabos - Bukowski)

22 de junho de 2016

Um dia de cada





"E em sua vida, chega uma escuridão. E não há lugar para se esconder.
Você teve o bastante de mim? Se você tivesse outro nome... doce escuro."