16/10/2011

Uma história de amor

1999

"O que me lembro do primeiro show era isso: Um lugar muito
pequeno, apertado, e só conhecidos." (Bruno Medina)

Naquele tempo, eu tinha 8 ou 9 anos, lembro bem da música que tocava em todo lugar, mas eu nem sabia quem eram aqueles barbudos que alguns anos mais tarde iriam ganhar meu coração. Na pré adolescência eu procurei refúgio, em guitarras barulhentas e letras que explicassem que eu não estava sozinha, para suportar o peso de crescer sem ela. Nasci para a poesia deles, junto com um cartão que vive dentro de um livro de Shakespeare, com uma canção de um tal Marcelo Camelo.

O primeiro disco me faz pular em cima da cama, já cantei Quem Sabe aos gritos para alguém que agora é desconhecido. O Bloco veio diferente, e este, não me deixa ser só; com retratos, sentimentos e carnavais que nos acordes nunca terão fim. Aí, Ventura, Ven-tu-ra é meu orgulho! Minha obra de arte favorita, meu verdadeiro Último Romance. Foi com este, que minhas cores voltaram ao lugar. Tanto o que dizer que falta palavras. Do início ao fim, sem pausa, só repetições, "um vento favorável". 4, todo azul, escutar Dois Barcos é navegar em lágrimas, é afundar-se para dentro de si mesmo. Tinha um tom de despedida? Eu não estava lá, mas eu vi.

Nada a comentar sobre o hiato - essa dor de pedaços. Os dois shows que eu fui do Marcelo foram incríveis. Abraços, fotos, autógrafos = inesquecíveis. Mas nada se compara a emoção de apreciá-los juntos 1 ano atrás. Fez-se (um) Mar de gente, um sufuco dentro de um sonho. Os 4, porque eu precisava disso aqui.

- Pra que minha vida siga adiante, Erllen Nadine

2006