25/11/2011

Primeiro andar

Infância perdida dá saudade. 2004 - 7 anos sem ela.

"Nos meus sonhos eu fujo, faço as malas e sumo. Vou andando devagar pra você me alcançar, viro numa esquina e paro no mesmo lugar, em que eu te conheci. Mas você não estava lá dessa vez, para me dizer pra onde devo ir." (Thiago Pethit)

Meus olhos avermelhados revelam mais do que deviam. O final de novembro me dói, mais do que qualquer outra data. Porque sem você ao lado, o caminho de voltar para casa é mais longo, e no dia seguinte as flores não desabrocham e os pássaros não cantam, não dentro de mim. À noite, peço sempre o mesmo sonho.

Sonhei com você. Não sei que lugar bonito era aquele, só sei que não dissemos nada, embora sua voz ecoasse na minha mente. Apenas nos abraçamos. Foi tão intenso, sentir nossos corações batendo juntos mais uma vez. Até que ponto um sonho pode ser tão real?

Ao acordar, só havia um sorriso manchado e um punhado de saudade consolidada entre os meus braços. E quando me lembro do sonho, posso senti-lo. Me diz, eu que fui ao seu encontro ou você que veio ao meu?

Preciso contar para a sua mãe do sonho,
do abraço, e dizer que você não mudou em nada.
Amo você, Anatália.

- E. N.

"Eu escrevo e te conto o que eu vi, e me mostro de lá pra você.
Guarde um sonho bom pra mim." (Los Hermanos)