Mais um ano, agora são quinze. Os momentos que antecedem essa data sempre são angustiantes, como haveria de ser. É comum acordar na madrugada, com aquele nó na garganta. Me falta ar, falta você em todo lugar. Choro silenciosamente, enquanto observo a luz gradualmente atravessar a janela. Imagino os milhares de sonhos que poderiam ter acontecido.
Algumas vezes contei sobre você para pessoas mais próximas, escrevi em outras ocasiões. Mas sinto que nunca foi o suficiente. Não conseguiria verbalizar sua ausência ou como até hoje tento recuperar pedaços que já não existem. O tempo permitiu que eu continuasse com as boas memórias da infância e uma dor só minha.
25/11
