24/11/2010

Sem Ana, sem sorrisos

"Ela era um anjo, e os anjos não pertencem a Terra." (Caio F.)

Para Anatália C. F. H.
e os 6 anos de sua ausência.

Como se diz para uma menina de 12 anos que sua melhor amiga teve que ir ser um anjo? Inútil traduzir respostas. Tenho em mim, uma cicatriz que nunca fechou; sinto uma dor, que não existe tempo que cure.

Me lembro bem de você: seu sorriso, sua voz e doçura, seu cabelo castanho claro; das tardes que passamos juntas. Quando fecho os olhos, lembro de nós voltando um dia da escola, tomando banho de chuva, sem nos importarmos com os cadernos; quando abro os olhos, lembro que eu cresci sem você, e sinto falta de tudo que não vivemos juntas.

Dentro de uma caixinha de madeira, eu guardei um desenho, poemas e folhas de um antigo caderno, que entre tantas coisas você escreveu: "Erllen, seja sempre assim, sincera e brincalhona... eu quero que você seja muito feliz... Jamais estará sozinha um segundo. Não vou colocar data, para não virar passado. De sua amiga de hoje e sempre, Anatália Cristina".

Você é a maior saudade que eu tenho, sei que está me protegendo e que você está muito bem. Também sei que ainda vou te abraçar, eu te amo e você jamais sairá do meu pensamento. Obrigada pelos anos da nossa infância que passamos juntas, pela descoberta da amizade.

Sua eterna melhor amiga de infância,
Erllen Nadine.

"É tão estranho, os bons morrem jovens,
assim parece ser, quando me lembro de você,
que acabou indo embora cedo demais...
Eu aprendi a ter, tudo o que sempre quis,
só não aprendi a perder, 
e eu que tive um começo feliz..."
(Legião Urbana)