Para quebrar o silêncio e o olhar de angústia, o cansaço de Pedro disse: — Eu tenho que ir embora. Já é tarde. Já falamos tudo e ao mesmo tempo nada, não importa mesmo, seguimos em frente e estamos bem. - Sem pensar se seria rejeitada ou não, Laura pediu: — Não vá, fique. — Não posso. É injusto comigo, com ela também. Laura... eu vou me casar.
As últimas palavras que Pedro pronunciou doeram mais do que qualquer espera ou despedida. Laura deu um passo à frente, ele não se moveu. Os olhos dela começaram a lacrimejar. Ele continuou dizendo: — Perto ou longe, você conseguiu enlouquecer-me. Nem sei ao certo o que sinto. É amor? Mas o que é amor? — Não sei. Amor deve ser muitas coisas ou só uma, a própria loucura quem sabe. Só sei que eu sou a pessoa menos indicada para responder essa pergunta. Eles sorriram, cada vez mais perto um do outro, até que ele disse baixinho: — Nunca vi você chorar.
Ela então o beijou. Ele a beijou também. A vontade de tê-la era mais forte do que qualquer ferida do passado ou vínculo do presente. Cada suspiro entre eles era como dizer "eu nunca vou te esquecer". E assim, deixaram seus corpos em brasas, tornarem-se um só.
(...)
Erllen Nadine
Ela então o beijou. Ele a beijou também. A vontade de tê-la era mais forte do que qualquer ferida do passado ou vínculo do presente. Cada suspiro entre eles era como dizer "eu nunca vou te esquecer". E assim, deixaram seus corpos em brasas, tornarem-se um só.
"Me debrucei sobre teu corpo. Te arranhei e me agarrei nos teus cabelos, no teu peito. Sem carinho, sem coberta, no tapete, atrás da porta." Chico B.
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Erllen Nadine
